Como interpretar tendências internacionais e adotá-las no salão?

Por TRESemmé | em 19/04/2014

Como interpretar tendências internacionais e adotá-las no salão?

Estar sempre conectado com os eventos de beleza internacionais, além de ler revistas e sites internacionais, é importante para um hairstylist que se preocupa em antecipar e lançar moda para suas clientes. Mas, muitas vezes as tendências aparecem de maneira exagerada e, à primeira vista, são impossíveis de serem colocadas em prática no salão de beleza.

O "inusitado" e o "esdrúxulo" são as bases do conceito avant-garde, que permite que o cabeleireiro se liberte das amarras impostas pelos looks comerciais. Nestes visuais, é preciso buscar inspiração e adaptar a técnica a cada cliente, pois muitas vezes o que é mostrado não pode ser reproduzido literalmente. “Se um estilo vanguardista está com bastante textura, volume e desfiado, podemos interpretar uma tendência de penteados mais leves e desfiados, com efeito natural”, diz Neiva Pena, proprietária do salão Essencial Hair, em São Paulo.

Segundo a expert, as coleções mais fashion têm, sim, serventia para o dia a dia do profissional da beleza, pois são nos trabalhos mais elaborados que estão novas técnicas, estilos e tecnologias.
Assim, é necessário ter sensibilidade e bom senso para sugeri-las às clientes. “Hoje, quem não acompanha uma nova característica de beleza, corre o risco de não manter os clientes motivados com novas tendências”, comenta.

Para  a especialista, duas grandes referências de moda hair são o italiano Antony Mascolo e o brasileiro Manno Escobar, que fazem coleções avant-garde com criatividade, glamour e de forma que é possível ver como adaptar as técnicas no salão. “Veja as tendências vanguardistas com os olhos da criatividade, e não do preconceito. Quem não sabe ou não acha interessante analisar esse tipo de trabalho não possui alma de artista”, finaliza.